Portas recusa fazer "considerações" sobre crise política (Público)
O silêncio do PS nesta questão é mais um exemplo clássico do bloco central de interesses que governa o país. Além da benevolência de uma parte da imprensa, Paulo Portas goza também da protecção do principal partido da oposição.
É estranho que as dúvidas que assaltam todos os portugueses, a começar por uma demissão irrevogável, assente na recusa da dissimulação, e que atirou o país para uma semana de crise política, não sejam partilhadas pelo Partido Socialista.
Se um ministro que se demite irrevogavelmente para não ter que ser dissimulado consegue ter carta branca do principal partido da oposição, ainda há alguém que espere mão dura nos SWAPS, nas PPPs ou sequer no combate à corrupção política?
O Bloco Central de Interesses
A Semiologia da Irrevogabilidade
Afinal, parece que umas coisas são mais irrevogáveis que outras.
Este é um argumento ao estilo Paris vale uma missa, da autoria do protestante Henrique IV quando, às portas de Paris, viu a sua coroação depender de uma cerimónia católica. Para os seus correligionários protestantes, Henrique estava apenas a mostrar sentido de responsabilidade e a aceitar um preço relativamente modesto. Na realidade, o pretendente a rei de França estava a converter-se ao catolicismo. O preço era esse e não era nada barato.
O PP e Paulo Portas vendem-se por muito menos. Basta promoverem Paulo Portas a uma espécie de Primeiro Ministro não oficial para ele revogar o irrevogável e para o PP montar uma complexa semiologia da irrevogabilidade.
O preço de Henrique IV era a conversão ao catolicismo.
O preço de Paulo Portas é fazer figura de parvo!
Nenhum comunicado no mundo consegue anular este facto.
Se não saem a bem, que saiam a mal
A lata da coligação não conhece limites e muito menos irreversibilidades.
Está na hora do povo português provar que tem fibra e, em vez de ir a banhos, rumar a Belém para dizer ao inútil que por lá pasta que está na hora do governo se ir embora.
Tudo na mesma como a lesma
Portas ao CDS:"O acordo é bom para Portugal e para a coligação" (Público)
A montanha prepara-se para parir uma ratazana de esgoto. Depois de uma semana de demissões irreversíveis e de uma carta a admitir o falhanço da austeridade pelo próprio arquiteto da mesma, parece que tudo não passou de uma opereta de quinta categoria. Deu para perceber que quem manda em Portugal são os credores, se ainda existissem dúvidas, e o ego do Paulo Portas encheu com a ideia que consegue meter a Europa a tremer.
Agora, vão dançar uns ministros, saltar uns secretários e aparecer mais meia dúzia de funcionários dos credores a tratar da liquidação definitiva do país. O presidente vai continuar a fazer de contas que a generalidade do país, a começar pela própria coligação, não o acha um palhaço. A Europa vai insistir no exemplo português como prova do sucesso das políticas de austeridade, apesar de abundarem as provas em sentido contrário e da situação económica se deteriorar a cada dia.
Por fim, o bom povo português vai continuar a fazer passeatas fúnebres e a cantar o fado, sem perceber que não lhe faltam motivos para encher mil praças Tahir.
Os Mercados e a Democracia
Dizem por aí, que os mercados não gostam de incerteza
Parece que esses tais mercados não gostam de eleições e referem-se a estas com termos como instabilidade, insegurança ou inconsciência. Está na hora de lhes dizer que a democracia é uma conquista dos povos, que custou séculos de guerras e esforços, e que não pode nem deve submeter-se a conselhos de administração ou a acionistas invisíveis.
Está na hora de mostrar quem manda aqui: o povo ou os especuladores financeiros…!
Hoje:
Manifestação (Chiado, Lisboa) - 18h
Amanhã:
Manifestação (São Bento, Lisboa) - 18h
A Dama SWAP
Maria Luís Albuquerque é a nova ministra das Finanças
Sai Vítor Gaspar e entra Maria Luís Albuquerque, a Dama SWAP.
Alguns portugueses não conhecem bem a atual Secretária de Estado do Tesouro, mas todos os dias pagam do seu próprio bolso uma das asneiras em que ela cometeu: os contratos SWAP.
Enquanto Diretora Financeira da REFER, Maria Luís Albuquerque apostou capitais públicos na economia casino. Já veio dizer que nada sabia sobre os SWAPs da empresa em que exercia um alto cargo no departamento de gestão financeira e até que a golpada foi vantajosa para a REFER.
Em suma, de mal a pior...!
Ação Contra a Monsanto em Portugal
Anonymous deixam a sua marca numa representação da Monsanto.
Na véspera da Marcha Global Contra a Monsanto, os Anonymous Portugal deixaram uma mensagem de protesto na Seminis, em Torres Vedras, que é classificada pelo Grupo Monsanto como um escritório.
